- Caia na estrada e perigas ver (1976)


1- Beija-flor
2- Ziriguidum
3- Se chorar beba a lágrima
4- Na banguela
5- Biribinha nos states
6- Sensibilidade da bossa
7- Porto dos balões
8- Caia na estrada e perigas ver
9- Brasileirinho
10- Barra Lúcifer
11- Rocarnaval
12- Eu não procuro o som
13- Suor do sol



Beija-flor
(Jorginho/ Galvão)

Igual ao ovo e a galinha
Me diga lá
Quem nasceu primeiro?
Foi a flor ou a mulher?

Vê se não foi
Bastou botar o nome de Rosa
E toda flor ficou foi rosa

E o beija-flor beijou?
Beijou, beijou e não se espinhou
Mas quem tirar do jardim a rosa vai se espinhar

E o beija-flor beijou?
Beijou, beijou e não se espinhou
Mas quem tirar do jardim a rosa vai se espinhar



Ziriguidum
(Jackson do Pandeiro)

Ziriguidum,
Ziriguidum
Meu coração bate num teleco-teco
Teleco-teco, teleco-teco, teleco-teco

Agarra, pega, puxa, estica e larga
Como no futebol
A onda vai, vai, vai
A onda vai, vai, vai
E balança mais não cai
E o samba continua
Na base do Ziriguidum

Abre a roda, moçada
Vai entrar mais um



Se chorar beba a lágrima
(Pepeu/ Galvão)

Não chore meu amor meu amor
Não chore
Não chore meu amor não chore

A lágrima é a água da fruta que você chupou
A lágrima é a água da fruta que você chupou
A lágrima é a água da fruta que você chupou
E, a lágrima é a água da fruta que você chupou

Não chore meu amor
Não chore
A lágrima é a água da fruta que você chupou
É, a lágrima é a água da fruta que você chupou

Não chore meu amor
Não chore
Não chore meu amor
Não chore

Faz como o risonho
Que só no intuito de desopilar do fígado
Virou palhaço

O circo pegou fogo e ele riu, rindo
E a mulher mal no hospital viveu morrendo de rir
Só porque risonho sabe que é um sonho
Não chore meu amor
Não chore
Porque é um sonho meu amor



Na banguela
(Pepeu/ Galvão)

Na Banguela

Viver no ar puído
Ou morar no Arpoador
Ou pule-pule, esqueça
Lá em Salvador

Do Rio amar o mar
A marca carioca
E quando fica ruço
Se roda na Paulista

Que a gasolina tá,
Tá de desligar
O carro na descida
E nem tudo é Salvador
Lá cê pode desçer
E subir a contorno

Viver no mar de roscas
Por que pra acertar na mosca
Condição sin ae qua non
Ter na frente só dois dentes
Só dois dentes ter na frente



Biribinha nos states
(Pepeu)
Instrumental: Novos Baianos



Sensibilidade da bossa
(Pepeu/ Galvão)

À primeira vista,
amor sempre como na(se)nsibilidade da bossa,
hoje um desbaratinador.

Ainda sou o amor
e o sorriso e a flor,
mas é que agora
apareceu mais um espinho

Sendo o corcovado e o bondinho,
eu e você aqui neste cantinho,
protegidos por incrível que pareça
até dos raios solares

A rua não, eu nem lhe conto
Não tá, tá tá tá tá, tá tá, não tá
Manera de maneiras, manera!

Não é arrego não!
Eu apenas tenho educação!



Porto dos balões
(Riroca)

Como é que você
Algo pra você descobrir
E você no ar pinheiro
E você não ‘ive”
Você morre pô (ou pois) e lá
E morro ao ouvir
E você vellho no mundo
E você no meio
Do porto dos balões
Quero você no mundo



Caia na estrada e perigas ver
(Pepeu/ Galvão/ Paulinho Boca de Cantor)

Caia na estrada e perigas ver
Estamos nos últimos dias de outrora
Caminho em linhas tortas divertidamente
Caia na estrada e perigas ver
A mulher que andou na linha o trem matou
E seu Oscar largou a mulher e foi morar defronte

O pai achou 1/2
A mãe rezou 1/3
E eu vou levar é lá pra 1/4
Adão não se vestiu
Porque Adão não tinha sogro
Meus pára-choques para você
Deus dá o frio e o freio conforme a lona
Meus pára-choque pra você
Caia na estrada e perigas ver
Ser como o poeta do tabaris que é mais alegre que feliz
E o mundo é oval e a vida é uma



Brasileirinho
(Waldir Azevedo/ Pereira Costa)

O brasileiro quando é do choro
É entusiasmado
Quando cai no samba
Não fica abafado
E é um desacato
Quando chega no salão

Não há quem possa resistir
Quando o chorinho
Brasileiro faz sentir
Ainda mais de cavaquinho
Com um pandeiro
E o violão na marcação

(Ainda mais de guitarra, bateria
E um baixão na marcação)

Brasileirinho chegou
À todos encantou
Fez todo mundo dançar
A noite inteira no terrero
Até o sol raiar
E quando o baile terminou
A turma não se conformou
Brasileirinho abafou
Até um velho que já estava
Encostado nesse dia se acabou

Para falar a verdade
Tava conversando
Com alguém de respeito
E ao ouvir o grande
Eu dei logo um jeito
(Eu meti os peitos)
Deixei o camarada falando sozinho

Gostei, dancei, pulei, pisei
Até me acabei
E nunca mais esquecerei
O tal chorinho brasileirinho



Barra Lúcifer
(Pepeu/ Galvão)

Quem nasceu pra Barra Lúcifer
Não foge, nunca some
Você é fera mesmo
É, eu sei, mas não é muito

É, eu sei, mas não é muito
Ah, eu sei, mas não é muito

Pra ser Barra Lúcifer
Ter nada a perder
Sai que a dividida é minha
Não dá outra, malandro

Não dá outra, malandro
Não dá outra, malandro



Rocarnaval
(Pepeu)
Intrumental: Novos Baianos



Eu não procuro o som
(Pepeu/ Morais/ Galvão)

Eu não procuro o som
A janela está aberta
O grito "zum-zum-zum" não faz esforço
Para entrar no meu ouvido
Pelo vidro da janela
Pela cera do ouvido

Pelo vidro da janela
Pela cera do ouvido

Eu não procuro o som
O galo canta
O macaco assovia
Só pega em despacho
Quem muito vigia
Pelo vidro da janela
Pela cera do ouvido

Pelo vidro da janela
Pela cera do ouvido



Suor do sol
(Jorginho/ Galvão)

João gira na bola
João gira a vitrola
João anda no verbo
Violando no infinito

João gira na bola
João gira a vitrola
João anda no verbo
Violando no infinito

Há perto cantou João:
Ame, amem, amem
Mas um acento no "é"
Fechou tudo em "amém, amém"

É fogo é fogo
Espalha, espalha
Ninguém sacou João

Vem do meteoro o ouro
O ouro é fogo
Fruto do suor do sol

Minado é o chão
De uma terra onde a terra
Os brutos amam

Minado é o chão
De uma terra onde a terra
Os brutos amam

Há perto cantou João!



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