- É Ferro na Boneca (1970)


1- Ferro na boneca
2- Eu de adjetivos
3- Outro mambo, outro mundo
4- Colégio de aplicação
5- A casca de banana que eu pisei
6- Dona Nita e dona Helena
7- Se eu quizer eu compro flores
8- E o samba me traiu
9- Baby Consuelo
10- Tangolete
11- Curto de véu e grinalda
12- Juventude sexta e sábado
13- De vera



É Ferro na Boneca
(Morais/ Galvão)

Não, não é uma estrada, é uma viagem
Não, não viva tanto a morte
Não tem sul nem norte
Nem passagem

Não olhe, ande
Olhe, olhe
O produto que há na bagagem

Necas de olhar pra trás
O quente com o veneno

É pluft, pluft, pluft, pluft
É ferro na boneca
É no gogó, nenê
É ferro na boneca
É no gogó nenê
É no gogó nenê
É no gogô...



Eu de adjetivos
(Morais/ Galvão)

Entre o passo e conseqüência
As cores tão bonitas
E os olhos no Vermelho
As cores tranquilas
As cores tranquilas
No Mundo do meu rosto
A poeira do mundo no meu sapato
Eu de ar de A e G

Por todos os ladrilhos pisados, passados
Por todos os ladrilhos pisados, passados
Passando de risco a traço Pra ser caminho
Mil maços de caminhos
Não vejo o longo circuito das luzes da minha terra
As luzes são de fogo aroma e tocha
As dúvidas e valas tranqüilas na palma da minha mão
Eu vou por cima
Por cima das minas
Das minas do rei Salomão
Não vejo o longo circuito das luzes da minha terra
As luzes são de fogo aroma e tocha
As dúvidas e valas tranqüilas na palma da minha mão
Eu vou por cima
Por cima das minas
Das minas do rei Salomão



Outro mambo, outro mundo
(Morais/ Galvão)

A barra está clareando
Na velocidade da fuga
E nós vamos conhecer
Outro mundo, outro mambo
Na velocidade da pulga

O párabrisa barra limpa amor
Nós vamos conhecer
Outro mundo, outro mambo
Na velocidade da pulga

As estrelas, céu e terra estão mais perto
Todas jóias de Ipanema não é cinema amor
É outro mundo, outro mambo, outro mundo
Só mais alguns segundos
Junto da ansiedade
Morre o medo no salto
No salto sobre o asfalto
No ar, no ar, salto
No ar, no ar, salto
Na velocidade da pulga

La barra está clareando
Na velocidade de la fuga
Nós vamos conhecer
Outro mundo, outro mambo
Na velocidade de la pulga

O párabrisas barra limpa amore
Nós vamos conhecer
Outro mundo, outro mambo
Na velocidade de la fuga

As estrelas, céu e terra estão mais perto
Toda jóia de Ipanema no lo é cinema amor
É outro mambo, outro mambo, outro mundo
Só mais alguns segundos
Junto da ansiedad
Morre o medo no salto
No salto sobre o asfalto
No ar, no ar, salto
No ar, no ar, salto
Na velocidade de la pulga



Colégio de aplicação
(Morais/ Galvão)

No céu azul,
Azul fumaça
Uma nova raça
Saindo dos prédios
Para as praças
Uma nota

No céu azul,
Azul fumaça
Uma nova raça
As palavras correm
Pelos pensamentos

No céu azul,
Azul fumaça
Na geração em busca
Nem o bem, nem o mal
O próprio passo É
a razão



A casca de banana que eu pisei
(Morais/ Galvão)

O ônibus que me leva
Vai de roda e direção
De destino na lapela

O ônibus que me leva
Faz de bode e direção
De destino na lapela

Roda ônibus, roda asfalto
Se afastando do infinito
E eu acho mais bonito
Mais bacana cana cana
A casca de banana que eu pisei

Roda ônibus, roda asfalto
Se afastando do infinito
E eu acho mais bonito
Mais bacana cana cana
A casca de banana que eu pisei

“Alô, Bahia das minhas velhas curtições
Galo segue seu pandeiro
Carlos Lacerda
O Governador do teclado
E suas oito camisas
Momodas morenas
Riachão e a toalha no pescoço
Gaguinho da Oceania
Quanta figura”

Roda ônibus, roda asfalto
Se afastando do infinito
E eu acho mais bonito
Mais bacana cana cana
A casca de banana que eu pisei



Dona Nita e dona Helena
(Morais/ Galvão)

Na sala de visitas de Dona Anita, tão bacana, tão bonita
Dona Anita, deu a dica
Dona Anita, deu a dica
Enquanto as flores permanecerem nos jarros o coração de Jesus está lá na parede

Da sala de visitas de Dona Anita, tão bacana, tão bonita
Dona Anita, deu a dica
Dona Anita e Dona Helena
Dona Anita e Dona Helena
Dona Anita e Dona Helena

Mas eu saindo da parede, eu vou, vou eu e Jessus
Oh Dona Anita, você precisa bater, bater uma caixa legal
Dona Anita e Dona Helena
Dona Anita e Dona Helena
Dona Anita e Dona Helena

Nem eu, nem vocês temos nada com isso
Dona Anita e Dona Helena
Dona Anita e Dona Helena
Dona Anita e Dona Helena

E Dona Anita, Dona Helena, Dona Anita, Dona Helena...



Se eu quizer eu compro flores
(Morais/ Galvão)

E me desperto
Nessa cor que me conheço
Que é só o perto
E na sala de espera a televisão
Óculos escuros da minha noite
Me falam das cores

De dia o jornal
Meu guia espacial
E os mínimos detalhes

E o noticiário
Me deixa em contato
Com os olhos do astronauta
Eu ando certo, muito certo

Fico sabendo
Que a distância e o tempo
Vestem a Terra
Terra, Terra Azul,
Terra Brilhante
Eu sinto, eu vejo
Luzes e cores
Que me contam da Terra

E de mil planetas
Se eu quizer eu compro flores
Nem vem que não tem
Eu não me espanto
Com a Terra sendo
A estrela de alguém



E o samba me traiu
(Morais/ Galvão)

Isso eu sempre pegunto
Onde fica o atual?
Que dia é hoje?
O carnaval?
Também não me pergunte muito, não!
O que eu sei é isso mesmo
O sol ainda é o astro rei
Deixando de lado os dados da roleta
As metas fora por fora
As metas fora aparecendo
Faça chuva ou faça sol
Oh, sol você é o calor
Isso à distância
Cabelos longos, raio e cor
Também não me pergunte muito, não!



Baby Consuelo
(Morais/ Galvão)

Na bandeja uma pessoa soa soa soa
Na bandeja uma pessoa soa soa soa
Na bandeja uma pessoa soa soa soa

O nariz, na bandeja
O nariz, na bandeja

Baby Consuelo sim, por que não?
Baby Consuelo sim, por que não?
Baby Consuelo sim, por que não?

Veja, veja, veja

I’m sorry goodbye bye bye de baby

Baby Consuelo é o ponto, é o traço
Baby Consuelo é o ponto, é o traço
Baby Consuelo é o ponto, é o traço

Das mil estrelas em sua cabeça, das mãos e aperto
Davi, pelo pé, mas do outro lado da rua, rodapé

Meu amor com a vida

I’m sorry goodbye bye bye de baby



Tangolete
(Morais/ Galvão)

Este copo
Já não é pra ela
Dela a tatuagem
No meu peito
O meu peito
É uma varanda
Onde o tempo já não anda

Garçon faça o favor
Traga-me outro trago
E os bêbados calem a boca
Não quero ri mais de amor

Esta mesa, este bar
Já me ensinaram
A dormir e acordar



Curto de véu e grinalda
(Morais/ Galvão)

Pra conhecer minha face oculta
Tenho que curtir de coroa e anel
Véu e grinalda na luta santa
Na santa luta virgem idade

Todos os olhos da cidade
Senhoros, senhoras
As luzes se apagando eu me acendo
Danço, abraço, beijo

Mesmo a virgem 35 era de menor
Estou nascendo para cada minuto
E andando com eles por minuto

Pra conhecer minha face oculta
Tenho que curtir de coroa e anel

Todos os olhos da cidade
Senhoros, senhoras
As luzes se apagando eu me acendo
Danço, abraço, beijo

Mesmo a virgem 35 era de menor
Estou nascendo para cada minuto
E andando com eles por minuto

Pra conhecer minha face oculta
Tenho que curtir de coroa e anel



Juventude sexta e sábado
(Morais/ Galvão)

Segunda já estou na praça
Você na terça, você na terça, na taça enrustida
Eu numa quarta de farinha
E você amarradinha nas cinzas

Eu numa quinta de boas vistas
E você brotas de quinta,
Brotas de quinta numa sexta
Sábado deu 8, 9, 10, cansado...

E você domingo comigo...



De Vera
(Morais/ Galvão)

Falando de Vera e da primavera
Falando de Vera e da primavera
Só me sinto bem quando vem, quando vem
Vem a primavera
Só me sinto bem quando vem, quando vem
Vem a primavera

Com seus passos mansos, leves, lentos, mornos para o verão
Liguem os olhos vocês verão, vocês verão

De Vera, estou falando de Vera
De Vera, de Vera da primavera
De Vera, estou falando de Vera
De Vera, de Vera da primavera

Só me dá cansaço o passo o laço dos olhares côncavos
Só me dá cansaço o passo o laço dos olhares côncavos
De palavras castas, mudas, tardes, mortas para viajem
De ver as coisas as coisas primas da primavera

De Vera, estou falando de Vera
De Vera, de Vera da primavera
De Vera, estou falando de Vera
De Vera, de Vera da primavera
De Vera, estou falando de Vera
De Vera, de Vera da primavera



:: Vídeos ::

Dona Nita e Dona Helena (1970)



Sou mais você/ Curto de véu e grinalda (1970)



Preta pretinha (1973)



A menina dança (1973)



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Mistério do Planeta (1973)



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Sorrir e cantar como Bahia (1973)



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