- Farol da Barra (1978)


1- Farol da barra
2- Isto aqui o que é?
3- Straight-flush
4- Samba do sociólogo louco
5- 99 vezes
6- Welcome
7- Lá vem a baiana
8- Alibabá alibabou
9- Na fogueira
10- Vende-se sonhos
11- O tico-tico mapiou
12- Boogie woogie do rato
13- Sugesta geral



Farol da barra
(Galvão/ Caetano Veloso)

Quando o sol se põe
Vem o farol
Iluminar as águas da Bahia
No farol da barra
O encontro é pouco
A conversa é curto
Tudo é tão rápido
Como se furta
Como a luz bate nas águas
Como tudo que se passa

Com tanto cabeludo
Com tanto por-de-sol
Bem cabia uma profecia
Até o ano 2000
O farol além
De por-do-sol será
O por-do-som
Onde verás um realejo
Onde verás um violão



Isto aqui o que é?
(Ary Barroso)

Isto aqui
Ô, ô
É um pouquinho de Brasil,
Iá iá
Desse Brasil que canta e é feliz
Feliz, feliz
É também um pouco de uma raça
Que não tem medo de fumaça
E não se entrega, não

Olha o jeito nas cadeiras que ela sabe dar
Olha só o remelexo que ela sabe dar

Morena boa que me faz penar
Põe a sandália de prata
E vem pro samba sambar



Straight-flush
(Pepeu/ Galvão)

A noite me "revivoro"
De sur-em-sur-presas vem
Cai-nos a noite
De noite
Por mais que lhe afogue a vida
Esconda o jogo
Blefe
Mas na cartada final
Abra o leque
Straight-flush



Samba do sociólogo louco
(Jorginho/ Galvão)

Pergunte ao pintor
O que é mais cor
Que o arco-íris?

A cabeça do índio
Brincando nas águas
Falando com as árvores
Já era artista o índio
Muito antes de Tarzan
Bá-Bá-Bá-Bá-Bá-Bá
Índio quer apito
Bá-Bá-Bá-Bá-Bá-Bá
Mas não quer mosquito
Na isca de troca
Até quem pescava
Antes do anzol
Narciso por espelho
Neo-Diógenes
Ex-Underground
Extra nos filmes de Hollywood
Pra não entrar por vadiagem



99 vezes
(Pepeu/ Galvão)

Faça o que você pode
E até o que não puder
Que não é à toa que o povo diz:
"Entregue a Deus!"
Você procure 99 vezes
E depois deixe uma pra lá
Que não foi em vão que Einstein disse
Que o saber vem do infinito



Welcome
(Pepeu)
Instrumental: Novos Baianos



Lá vem a baiana
(Dorival Caymmi)

Lá vem a baiana
De saia rodada, sandália bordada
Vem me convidar para dançar
Mas eu não vou
Lá vem a baiana
Coberta de contas, pisando nas pontas
Achando que eu sou o seu iôiô
Mas eu não vou
Lá vem a baiana
Mostrando os encantos, falando dos santos
Dizendo que é filha do senhor do bonfim
Mas, pra cima de mim?!
Pode jogar seu quebranto que eu não vou
Pode invocar o seu santo que eu não vou
Pode esperar sentada, baiana, que eu não vou
Não vou porque não posso resistir à tentação
Se ela sambar
Eu vou sofrer
Esse diabo sambando é mais mulher
E se eu deixar ela faz o que bem quer
Não vou, não vou, não vou
Nem amarrado porque eu sei



Alibabá alibabou
(Charles/ Didi/ Galvão)

Ô-la-i-lê
Ô-la-i-lô
A-la-la-li-ba
Alibabá alibabou



Na fogueira
(Pepeu/ Galvão)

Quanto mais degrau eu subo
Mais azul o horizonte
Quanto mais degrau, quanto mais azul
Quanto mais o horizonte

O horizonte
O horizonte

A cruz, o sonho
De luz distante e fogo presente

Lá no meio
Lá no fundo da fogueira que se descobre
Que o sonho é o mais belo caminho para a eternidade.



Vende-se sonhos
(Jorginho/ Pedro Raimundo/ Galvão)

Costura-se e borda-se
Gazeia-se e imobiliza-se
Cobre-se botões,
vende-se ovos e carvão

Ensina-se inglês.
Dá-se aulas de violão
Vende-se roupa usada

Ensina-se particular:
matemática, supletivo
Vende costura no Ceará

Aluga-se uma casa
Fornece-se marmita
Há uma vaga no quarto
em casa de família

Aceita-se encomendas
de bolo e salgadinhos,
para aniversário e casamento

Não vejo, creio que não há,
não encontro, é inútil procurar
o anúncio vende-se sonhos

Não duvido daqui uns dias:
Vende-se sonhos!



O tico-tico mapiou
(Pepeu/ Morais/ Galvão)

O tico-tico não anda nas nuvens
O tico-tico voa
E quem tem boca só vai até Roma
Só vai até Roma

O tico-tico não anda nas nuvens
O tico-tico voa
O tico-tico voa
O tico-tico voa

O tico-tico mapiou
O tico-tico mapiou
O tico-tico mapiou

A chave do segredo é como bater nas cordas de um jeito a alcançar

Cantar, cantar, cantei
O bico do tico-tico vai até onde não foi



Boogie woogie do rato
(Pepeu/ Galvão)

Tá dando rato, muito rato e que rato que está dando no meu boogie e que sopa para um gato
Eu não sabia que havia tanto rato no meu samba mas agora ante o fato, o rato é mato
Mas tem um rato que agradece e é muito grato
Se encontra um "boogie-woogie", "boogie-Woogie" como prato
Mas tem um rato que agradece e é muito grato
Se encontra um "boogie-woogie", "boogie-Woogie" como prato

Veja, veja, veja minha gente
Um rato pretender patente num processo de roer
Deixa todos esses ratos no meu samba
E não se importe com a muamba que isso é meio de viver

Se o nosso samba tem cadência, o "boogie-woogie" tem influência pois os dois são irmãos da mesma cor
E o que interessa, ora essa é que o povo consagrou as duas danças como sendo do amor
Por isso mesmo todo mundo quer dançar o "boogie-woogie" sem "castigo" pois é ritmo amigo
E tudo mais só é conversa, e a resposta é "Nem te ligo!"



Sugesta geral
(Morais/ Galvão)

Mesmo que não dê em nada
Quero seus lábio abertos
Numa sugesta geral

Falem, sempre falem
Profeta da era total

Tragam sempre o supreendente
Lancem a dúvida em semente
No aniversário das letras
Um presente da pesada
Um ano de palavras



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